CASO CLÍNICO  - SEVERA MORDIDA ABERTA
 TRATAMENTO CIRÚRGICO ORTODÔNTICO



INTRODUÇÃO

Casos com "mordida aberta" são sempre difíceis de tratar.  Quando se tem oportunidade de iniciar o tratamento cedo, mesmo com discrepância esquelética,  há boas probabilidades de êxito. O processo alveolar acompanha os dentes e as disrelações verticais esqueléticas podem ser compensadas  1 e 2 .  Em adultos,  casos com discrepância esquelética, geralmente, são orto-cirúrgicos. Principalmente aqueles com padrão esqueléticos de Classe III 3  ou sorriso gengival, como o descrito abaixo.

Adultos com padrão esquelético aceitável e mordida aberta não severa, podem ser tratados exclusivamente com ortodontia e/ou desgaste nos posteriores 4 , dependendo da idade e outros fatores individuais.

DESCRIÇÃO E TRATAMENTO

Severa mordida aberta, com discrepância esquelética - DV inferior significativamente au língua nem aparece.  Como acontece sempre em mordidas abertas, na deglutição a língua interpõe-se entre os dentes.
 

Os diagramas cefalometricos evidenciam o êxito alcançado.   O caso tornou-se esqueléticamente bom e a mordida
aberta foi fechada, ortodônticamente, com relativa facilidade
RECIDIVA DA MORDIDA ABERTA
 
Nove anos depois constata-se que houve recidiva da mordida aberta.  Não houve alteração na boa relação 
esquelética conseguida.  O balance esquelético continua excelente como foi conquistado. A recidiva é 
dento-alveolar.  Na observação clínica a  língua não se apresenta como grande, parece ser de tamanho 
normal.  É lícito especular que a língua pode ter vícios de posicionamento..


Referências Bibliográficas

1 - Severa discrepância esquelética compensada pelo processo alveolar ( casuística Burlington )

2 - Severa discrepância esquelética compensada pelo processo alveolar ( crânios Sambaquis )

3 - Caso de "mordida a aberta anterior", em adulto, com tratamento cirúrgico