NEURECTOMIA OF THE MENTONIAN NERVOUS VASCULAR BUNDLE WITH
IMPLANTATION OF BIOMATERIALS - MICROSCOPICAL STUDY
Clóvis MARZOLA **
Cássia Takako OMAGARI ***
Luiz TAVEIRA ****
João Lopes TOLEDO-FILHO *****
Susy Moraes CAMPOS-BUSCH ******
________________________________________
* Monografia apresentada ao Curso de especialização
em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial, promovido pela APCD Regional
de Bauru, como parte dos requisitos para a obtenção do título
de Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial.
** Professor Titular de Cirurgia da FOB-USP Aposentado
e da UNIP de Bauru. Orientador do Trabalho.
*** Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo
Facial. Professora do Curso e autora da monografia.
**** Professor de Patologia da FOB-USP de Bauru e co-orientador
do trabalho.
***** Professor Titular de Anatomia da FOB-USP de Bauru
e Professor do Curso.
****** Professor de Diagnóstico da UNIP-Bauru.
| RESUMO
O presente estudo visa estabelecer o comportamento
biológico microscópico, durante o período
|
| ABSTRACT
The present study it aims at to establish microscopically
the biological behavior, during the healing period, of the Organic Matrix
of Lyophilized bone Lyophilized Osseo bond (GENOX-ORGÂNICO), morphogenetic
hidroxilapatite Protein (GENPRO), Agglutinate (GEN-COL) and Resorpt Membrane
|
| UNITERMOS: Neurectomia, Processo de reparo, Feixe vásculo nervoso, Estudo microscópico, Implantes, Biomateriais. |
| UNITERMS: Neurectomy, Healing, Vasculo Nervous Bundle, Microscopical study, Implantations, Biomaterials. |
INTRODUÇÃO
Apesar do grande avanço tecnológico
obtido na área odontológica, ainda pode-se encontrar em nossos
países, pacientes que perderam seus dentes, na maioria das vezes
precocemente, causando uma reabsorção excessiva do osso alveolar.
As possibilidades para o seu restabelecimento
estético e funcional, atualmente têm aumentado consideravelmente,
com a utilização dos implantes osseointegrados.
Quando necessário, pode-se utilizar a técnica
da transposição do nervo alveolar inferior, a fim de serem
evitados danos na sua constituição anatômica (ALLING;
BIRMINGHAM, 1977; JENSEN; NOCK, 1987; ROSENQUIST, 1991; FRIBERG; IVANOFF;
LEKHOLM, 1992; BAVITZ et al., 1993 e SMILER, 1993).
Muitas vezes, no entanto, o paciente não
dispõe de recursos financeiros para um restabelecimento protético
ideal, com a colocação de implantes osseointegrados, ou de
outro material implantar, sendo necessária a utilização
de uma prótese total superior e / ou inferior.
O sucesso destas próteses totais é
compatível com a qualidade dos tecidos adjacentes, sendo que a reabsorção
exagerada do processo alveolar aproxima demasiadamente alguns músculos
que se fixam na mandíbula, próximos ao rebordo residual ósseo.
A falta de função é um fator
determinante de atrofia acelerada do processo alveolar, independentemente
do tônus muscular. O paciente perde suas características
estéticas e funcionais, e conseqüentemente, sua dimensão
vertical, com graves prejuízos à articulação
têmporo-mandibular (SOARES, 1979).
Deste modo, também o forame mentoniano
ficará mais próximo ao rebordo alveolar e, em casos mais
extremos, esse forame e a porção mais adjacente do canal
mandibular abrem-se neste rebordo alveolar (GERSHENSON; NATHAN; LUCHANSKY,
1986).
Esta nova localização do forame
mentoniano na área chapeável, ou um pouco abaixo, a qual
se tornou bastante escassa pela reabsorção alveolar, pode
vir a causar uma compressão sobre seu conjunto vásculo-nervoso,
comprometendo-o severamente (MATHIS, 1951; ARCHER, 1968; THOMA, 1969; KRUGER,
1970; NEILL; NAIRN, 1971; STARSHAK, 1971; LOUKOTA et al., 1992 e MARZOLA,
1997).
O paciente relata uma dor intensa, tipo nevrálgica
e, de curta duração, presente após a mastigação.
A dor se estende por toda a área inervada pelo nervo mentoniano.
Clinicamente à palpação,
podem-se provocar esta mesma sintomatologia dolorosa, havendo ainda a possibilidade
do aparecimento da dor com o intumescimento do lábio inferior de
origem vasomotora e reflexa.
Atualmente pode-se dispor de vários métodos
cirúrgicos, protéticos e medicamentosos em que se alivia
esta sintomatologia dolorosa, mas em casos extremos, quando se esgotarem
todos os recursos e a dor intensa persistir, interferindo no bem estar
e tranqüilidade do paciente, lança-se mão da neurectomia,
ou seccionamento do feixe vásculo-nervoso mentoniano.
REVISTA DA LITERATURA
Nos pacientes portadores de próteses totais
ou parciais, poder-se-iam eliminar a sintomatologia dolorosa decorrente
da compressão da prótese sobre o feixe vásculo-nervoso
com alívios na própria prótese, entretanto, isso apenas
seria possível quando o resultado do desgaste mantivesse suficiente
suporte para a estabilidade desta prótese (STARSHAK, 1971; PURICELLI,
1976 e MARZOLA, 1997).
O reposicionamento cirúrgico do forame
mentoniano, com a colocação de membrana reabsorvível
de osso liofilizado para sua proteção e fixação,
consiste em alternativa para a resolução deste problema (MARZOLA;
TOLEDO FILHO; PASTORI et al., 1997 e MARZOLA, 2002).
A utilização destas membranas, também,
pode ser útil para os casos de transposição do nervo
alveolar inferior para a fixação de implantes osseointegrados,
quando não é possível um reposicionamento ideal do
fragmento ósseo vestibular retirado para a exposição
do conjunto vásculo-nervoso.
Mesmo fazendo uso de uma correta técnica
cirúrgica além de uma manipulação delicada
do conjunto vásculo-nervoso, pode-se causar danos a este, sendo
necessário para isto, entender-se o mecanismo do reparo tecidual
nervoso (ERHART, 1962; BLACKWOOD et al., 1963; ROBBINS, 1967; COTRAN et
al., 1989; BRASILEIRO FILHO et al., 1994; DONOFF, 1995 e GREGG, 1995) para
ser avaliado o custo / benefício do procedimento cirúrgico,
conscientizando o paciente em relação aos resultados esperados
e, possíveis problemas, como a parestesia temporária pela
manipulação indesejável e displicente do feixe vásculo-nervoso.
Não havendo lesão importante deste feixe, a sensibilidade
retornará à normalidade possivelmente dentro de algumas semanas
ou meses (STARSHAK, 1971; PURICELLI, 1976; KAHNBERG; RIDEL, 1987; MARZOLA,
1997 e MARZOLA, 2002).
A manobra cirúrgica para o reposicionamento
ou a transposição do feixe vásculo-nervoso do nervo
alveolar inferior vem sendo utilizada há alguns anos, inicialmente
para auxiliar no aprofundamento do sulco vestibular da mandíbula
(ALLING; BIRMINGHAM, 1977), ou ainda na colocação de implantes
osseointegrados (JENSEN; NOCK, 1987; FRIBERG; IVANOFF; LEKHOLM, 1992; ROSENQUIST,
1992 e SMILER, 1993).
A correção cirúrgica de deformidades
dento-faciais (cirurgia ortognática) em região de pré-molares
pode, também, requerer um reposicionamento do forame mentoniano
(KAHNBERG; RIDELL, 1987).
Nos casos em que ocorrem dores nevrálgicas
com intensidades extremas e já se esgotaram todos os outros meios
terapêuticos para eliminá-la, pode-se lançar mão
da neurectomia para controle desta, levando-se sempre em consideração
as seqüelas decorrentes deste procedimento cirúrgico, em especial
a possibilidade de traumas freqüentes devido à presença
de anestesia permanente.
O conhecimento anatômico da região
a ser abordada é também muito importante para poder-se realizar
um correto diagnóstico clínico e radiográfico, além
de uma abordagem cirúrgica precisa (TEBO; TELFORD, 1950; FREITAS
et al., 1976 e 1979; GERSHENSON, 1986; GREEN; DARVELL, 1988; PHILLIPS;
WELLER; KULILD, 1990 e HIDETOSHI et al., 1992).
No mecanismo de reparo de pequenos defeitos ósseos,
cortical ou medular, inicialmente deposita-se osso primário na primeira
semana, que é posteriormente substituído por osso lamelar
na quarta semana. Nas falhas corticais de até 0,2 mm ocorre uma
deposição direta de osso do tipo lamelar (SCHENK, 1994).
Diferentes tipos de membranas reabsorvíveis
têm sido utilizados de maneira bastante satisfatória, associadas
ou não a materiais implantares, quer no preenchimento de falhas
cirúrgicas, defeitos ósseos, ou ainda mesmo na proteção
da parede lateral do seio maxilar, desempenhando-se de modo a não
mostrar quaisquer sinais de rejeição (CHVAPIL; KRONENTHAL;
VAN WINKLE, 1973; GOTTLOW; KARRING; NYMAN, 1987; CAFFESSE, 1990; NOVAES
JR.; MORAES; NOVAES, 1990; MAGNUSSON; MATICH; COLLINGS, 1988; TONIOLLO,
1988; GALGUT, 1991; LEKOVIC, 1991; MATSUE et al., 1991; BECKER; NEUKAM;
SCHLIEPHAKE, 1992; CRUZ; REIS; SILVA, 1993; DUAILIBI; MORETTI; ISSAS, 1993;
SONOHARA; GREGHI, 1994; DE LAVALLE; MARZOLA; CONSOLARO et al., 1997; LOBO;
MARZOLA; CONSOLARO et al., 1997; TOSIN; MARZOLA; CONSOLARO et al., 1997;
MARZOLA, 1997 e MARZOLA, 2002) e, além de outras indicações,
como na proteção de feridas agindo como um curativo biológico
(PITANGUY; SALGADO; MARACAJÁ, 1988).
As membranas atuam como barreira física,
impedindo que células do epitélio bucal e tecido conjuntivo
participem da cicatrização do defeito ósseo, priorizando
a migração de células osteoblásticas para o
local cirúrgico (BECKER; NEUKAM; SCHLIEPHAKE, 1992; BLACK et al.,
1994; HARWICK; HAYES; FLYNN, 1995; MARZOLA, 1996; MARZOLA, TOLEDO FILHO,
ZORZETTO et al., 1996 e MARZOLA, 2002). Deste modo, impede-se que
os fibroblastos colonizem o coágulo antes dos osteoblastos, que
são mais lentos em sua função (MULLIKEN et al., 1981).
Estas membranas criam um meio propício para
melhorar a regeneração funcional através do potencial
biológico natural que inclui fatores como a prevenção
da inflamação pela presença bacteriana, a estabilidade
mecânica do coágulo, a criação e manutenção
do espaço por ele preenchido além do isolamento dos tecidos
indesejáveis do local de regeneração (HARWICK; HAYES;
FLYNN, 1995 e MARZOLA, 1996).
Podem ser basicamente divididas em dois grupos:
as membranas não reabsorvíveis e as reabsorvíveis,
que podem ser subdivididas em bioabsorvíveis, que são degradadas
por simples hidrólise e, em biodegradáveis, onde há
uma ação enzimática (HARWICK; HAYES; FLYNN, 1995).
As não reabsorvíveis apresentam uma série de desvantagens,
como a necessidade de um segundo procedimento cirúrgico para sua
remoção, pela ausência de incorporação
ao tecido do hospedeiro, além da tendência à infecção
pós-operatória e recessão gengival (BLACK et al.,
1994).
A utilização de osso humano liofilizado
em partículas para o tratamento de lesões ósseas também
constitui uma alternativa, principalmente na área odontológica.
Entretanto, considerando seu alto custo, a dificuldade de obtenção
de grandes quantidades de osso humano viável e a proibição
em vários países da comercialização de produtos
originados de órgãos humanos, foi desenvolvido e lançado
no mercado o osso liofilizado de origem bovina, com as mesmas características
(TAGA; CESTARI; SILVA, 1997).
O potencial da matriz orgânica de osso bovino
liofilizado Osseobond foi avaliado histologicamente em reparo de defeitos
ósseos provocados em crânios de cobaias. As falhas ósseas
preenchidas apenas por coágulo sangüíneo se apresentaram
ainda abertas, contendo tecido conjuntivo fibroso em seu interior, enquanto
que o grupo que recebeu o material apresentava-se com o defeito preenchido
por tecido ósseo em estado avançado de organização
(TAGA; CESTARI; SILVA, 1997).
Em contraposição, um estudo realizado
em tíbias de coelhos demonstrou que o grupo em que se utilizou o
osso liofilizado formou 65% menos osso que o grupo controle, ou seja, o
osso liofilizado não aceleraria a formação óssea
em condições favoráveis (ASPENBERG; KALEBO; ALBREKTSSON,
1988).
Outro estudo testou a efetividade do osso bovino
liofilizado frente a desafios bacterianos recorrentes em defeitos ósseos
periodontais e verificou-se que não houve diferença entre
o grupo experimental e o controle (SONIS et al., 1985).
Foi realizado preparo de loja cirúrgica
em tíbia de ratos, com implantação de osso bovino
liofilizado, membrana de osso bovino liofilizado e aglutinógeno,
obtendo-se em 40 dias um tecido ósseo pouco trabeculado e medula
óssea com aspectos de normalidade (DE LAVALLE et al., 1997).
Proteínas Morfogenéticas (BMPs)
consistem num membro da superfamília do fator de crescimento transformador
b (TGF-b), representando um grupo de pelo menos 7 moléculas (BMP-2
até 8) (YANG; YAMAGUCHI, 1997 e KING; KING; HUGHERS, 1998). Induzem
irreversivelmente a diferenciação de células ectomesenquimais
perivasculares em células osteoprogenitoras. Este fenômeno
ocorre não somente no período embrionário, mas também
no desenvolvimento pós-fetal, sendo seu efeito limitado nos grandes
defeitos ósseos, não havendo a formação de
osso na falta de células osteoprogenitoras. (URIST, 1983, LEE, 1997).
Estas proteínas morfogenéticas (BMPs)
desempenham múltiplos papéis no desenvolvimento embrionário
e organogênese, incluindo esqueletogênese e o desenvolvimento
dos tecidos craniofaciais e dentais (REDDI, 1994). Estão presentes
na matriz óssea, nos tecidos do osteosarcoma, matriz de dentina
e induz a diferenciação das células mesenquimais em
cartilagem ou osso e, têm diversas subunidades que ainda não
estão completamente esclarecidas (BESSHO et al., 1990 e 1992).
É possível que o colágeno
tipo IV e outros componentes da matriz em torno das células endoteliais
dos capilares proliferativos podem proporcionar proteínas morfogenéticas
ósseas e angiogênicas, representam uma forma reação
das células mesenquimais e osteoprogenitoras a iniciar a angiogênese
e osteogênese (REDDI, A.H., 1992 e PARALKAR et al., 1990).
A restauração da atividade biológica após a
extração dissociativa e reconstituição das
BMPs com matriz de colágeno insolúvel indica que os componentes
da matriz extracelular óssea age como carreador da demonstração
funcional das BMPs (SAMPATH; REDDI, 1983). A matriz óssea
de colágeno fornece um substrato ótimo para o recrutamento
e ancoragem das células progenitoras e subseqüente proliferação
e diferenciação em osteoblastos (RATH; REDDI, 1979).
A característica mais importante da BMP
é sua capacidade de induzir a formação de osso e cartilagem
quando transplantado em tecido mole, e exerce um importante papel não
somente na formação óssea, mas também na diferenciação
de muitos tecidos normais, incluindo germes dentários e algumas
células tumorais. As células mesenquimais podem se
diferenciar em osteoblastos, condroblastos, odontoblastos ou fibroblastos,
dependendo do local onde se encontram (YANG; YAMAGUCHI, 1997).
Nas fraturas e enxertos ósseos, as proteínas
morfogenéticas (BMPs) são liberadas em seu gap e agem como
um fator de transcrição para regular a proliferação
e diferenciação das células mesenquimais de maneira
similar a sua função no desenvolvimento embrionário
(CAMPBELL; KAPLAN, 1992; NAKASE et al., 1994 e VILJANEN et al., 1997).
Em implantes ortotópicos, as BMPs alogênicas
mostraram-se superiores que as xenogênicas, formando novo osso em
aproximadamente 50% dos tecidos de regeneração, enquanto
que no grupo controle, apenas 16%, podendo ser explicada pela alta capacidade
de osteoindução e baixa imunogenicidade das proteínas
morfogenéticas alogênicas (VILJANEN et al., 1997).
Num estudo realizado onde a BMP-2 foi implantada
em defeitos ósseos mandibulares de animais verificou-se que, em
análise histomorfométrica aos 06 meses, houve a formação
de osso mineralizado em 68% dos casos, sendo que no grupo controle sem
o material implantar, houve esta formação em menos de 4%
(TORIUMI et al., 1991).
A Matriz Orgânica de Osso Liofilizado Osseobond
(GENOX-ORGÂNICO), Proteína Morfogenética-HÁ
(GENPRO), Aglutinante (GEN-COL) e Membrana Reabsorvível de Osso
Bovino Liofilizado Dentoflex (GEN-DERM), desenvolvidos no Departamento
de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade
de São Paulo, com comprovada biocompatibilidade, eficácia
e fácil manuseio (DE LAVALLE, MARZOLA, CONSOLARO et al., 1997; MARZOLA,
1997; TAGA; CESTARI; SILVA, 1997 e MARZOLA, 2002), foram escolhidos por
suas características favoráveis e, também, por serem
materiais de custo bastante satisfatório, podendo ser utilizado
em pacientes de todas as classes sociais.
O estabelecimento das reações teciduais
de feixes vásculo-nervosos em contato com osso liofilizado, proteína
morfogenética, aglutinante e membrana reabsorvível de osso
bovino liofilizado, durante as fases da cicatrização foram
avaliados, uma vez que não há relato na literatura de estudos
experimentais neste sentido.
OBJETIVO
O presente estudo visa estabelecer o comportamento
biológico microscópico, durante o período de cicatrização,
da Matriz Orgânica de Osso Liofilizado Osseobond (GENOX-ORGÂNICO),
Proteína Morfogenética-HÁ (GENPRO), Aglutinante (GEN-COL)
e Membrana Reabsorvível de Osso Bovino Liofilizado Dentoflex (GEN-DERM),
desenvolvidos no Departamento de Bioquímica da Faculdade de Odontologia
de Bauru da Universidade de São Paulo, sobre tecido vásculo-nervoso
seccionado, em mandíbulas de coelhos.
Esta situação pode ser necessária
durante procedimentos cirúrgicos para a neurectomia do feixe vásculo-nervoso
mentoniano, reposicionamento do forame mentoniano, juntamente com seu feixe
vásculo-nervoso, bem como para a proteção do nervo
alveolar inferior, em transposições para a fixação
de implantes osseointegrados.
Em todos os casos, estas técnicas cirúrgicas
são necessárias para o restabelecimento protético
de indivíduos que apresentem mandíbulas com reabsorções
extremas do rebordo alveolar, devido à perda, na maioria das vezes
precoce, dos elementos dentários inferiores.
MATERIAL E MÉTODOS
Foram utilizados 20 coelhos New Zealand adultos,
pesando de 3,5 a 4 kg, divididos em 05 grupos, de acordo com vários
períodos de reparo tecidual, 07, 14, 21, 45 e 60 dias, para a realização
do sacrifício e, colheita do material de estudo.
O material de consumo cirúrgico utilizado
consiste em:
1. Anestésicos:
1.1 Ketalar 0,35 ml por quilo de peso, aplicado intramuscular;
1.2 Rompum - 0,25 ml por quilo de peso, aplicado intramuscular;
1.3 Lidocaína 2% - 0,10 ml por quilo de peso,
para anestesia local;
2. Seringa descartável de 10 e 20 ml;
3. Agulha descartável;
4. PVPI - degermante e tópico;
5. Gaze estéril;
6. Soro Fisiológico;
7. Lâmina de bisturi n° 15;
8. Membrana Reabsorvível de Osso Bovino
Liofilizado Dentoflex (GEN-DERM);
9. Matriz Orgânica de Osso Bovino Liofilizado
Osseobond (GENOX-ORGÂNICO);
10. Proteína Morfogenética HÁ
(GENPRO);
11. Aglutinante (GEN-COL);
12. Fio de sutura - mononylon 5.0.
Instrumental cirúrgico necessário:
1. Afastador de Farabeuf pequeno;
2. Afastador tipo gancho;
3. Cabo de bisturi;
4. Pinça para anti-sepsia;
5. Pinça hemostática tipo mosquito;
6. Tesoura para divulsão;
7. Tesoura para corte;
8. Pinça dente de rato;
9. Pinça clínica;
10. Pinça anatômica;
11. Descolador de periósteo;
12. Cubeta;
13. Motor de baixa rotação;
14. Broca cirúrgica no 8;
15. Escavador de dentina;
16. Lima para osso pequena;
17. Aparelho para tricotomia.
Seqüência cirúrgica seguida:
1. Anestesia dos animais;
2. Tricotomia da região mandibular do lado
direito;
3. Anti-sepsia com PVPI degermante e tópico;
4. Incisão em região de base da
mandíbula lado direito com lâmina de bisturi n° 15, apenas
em pele (Fig. 1);
Fig. 1 A incisão realizada na base da mandíbula apenas na pele.
5. Divulsão com tesoura até exposição
do periósteo;
6. Incisão do periósteo;
7. Descolamento do periósteo e exposição
do feixe vásculo-nervoso mentoniano;
8. Seccionamento transversal do feixe vásculo-nervoso
junto a sua emergência no forame mentoniano, sem, contudo, remover
qualquer porção deste feixe;
9. Ostectomia com motor de baixa rotação
e broca esférica, aumentando a circunferência e profundidade
do forame, sob irrigação contínua com soro fisiológico
(Fig. 2);
Fig. 2 Ostectomia realizada com motor de baixa rotação e broca esférica.
10. Regularização da superfície
preparada com escavadores de dentina e lima para osso, limpeza do local
com soro fisiológico;
11. Preenchimento da cavidade com o material a
ser pesquisado, a Matriz Orgânica de Osso Liofilizado Osseobond (GENOX-ORGÂNICO),
Proteína Morfogenética-HÁ (GENPRO), Aglutinante (GEN-COL)
e Membrana Reabsorvível de Osso Bovino Liofilizado Dentoflex (GEN-DERM),
desenvolvidos no Departamento de Bioquímica da Faculdade de Odontologia
de Bauru da Universidade de São Paulo (Fig. 3);
Fig. 3 Realizada a neurectomia e o preparo da cavidade
cirúrgica para o recebimento do material aloplástico implantar.
12. Reposicionamento do retalho e sutura com fio
mononylon 5-0 (Fig. 4).
Fig. 4 Reposicionamento do retalho em posição e sutura da região.
Não foi realizada medicação
analgésica, antiinflamatória ou antibiótica nos períodos
pós-operatórios.
Após os períodos de espera para
os cinco grupos, ou seja, 7, 14, 21, 45 e 60 dias, realizou-se o sacrifício
dos animais e colheita da hemi-mandíbula direita, onde foi realizado
o procedimento cirúrgico.
Estas peças foram fixadas em formalina
10% e descalcificadas em solução de ácido nítrico
25% e formol 25% (1:1), desidratadas, incluídas em parafina, para
cortes histológicos e confecção de lâminas,
e coradas por hematoxilina e eosina, para análise sob microscopia
óptica.
Procurou-se observar como ocorreu o reparo tecidual
ósseo e vásculo-nervoso, nos diferentes períodos avaliados,
com o implante de Matriz Orgânica de Osso Liofilizado Osseobond (GENOX-ORGÂNICO),
Proteína Morfogenética-HÁ (GENPRO), Aglutinante (GEN-COL)
e Membrana Reabsorvível de Osso Bovino Liofilizado Dentoflex (GEN-DERM),
desenvolvidos no Departamento de Bioquímica da Faculdade de Odontologia
de Bauru da Universidade de São Paulo.
RESULTADOS
5.1 GRUPO EXPERIMENTAL DE 07 DIAS:
Observou-se ingurgitamento de vasos, proliferação
de fibroblastos e em alguns pontos, feixes de fibras colágenas.
Grande área hemorrágica na superfície. Tecido
de granulação jovem com células inflamatórias
e grandes quantidades de macrófagos, com fagocitose de partículas
(supostamente material implantar). Presença de espículas
ósseas e de substância amorfa na área cirúrgica.
Não se observa tentativa de neoformação óssea.
O feixe vásculo-nervoso alveolar inferior anterior à área
cirúrgica apresenta aspecto de normalidade. Filete nervoso
em tecido mole após a área cirúrgica mostrando inícios
de atrofia (Figs. 5 e 6).
Figs. 5 e 6 Aspecto microscópico do grupo experimental com 07 dias.
5.2 GRUPO EXPERIMENTAL DE 14 DIAS:
Este grupo demonstrou tecido de granulação
maduro, com células mononucleares presentes (macrófagos e
linfócitos predominantemente) próximos à região
onde se localiza o material amorfo. Mais profundamente na loja cirúrgica,
infiltrado diminui de intensidade e nota-se proliferação
de fibroblastos e fibras colágenas. Presença de hemácias
dispersas neste tecido. Material amorfo moderado. Algumas trabéculas
ósseas jovens. Grande proliferação vascular
e vasos congestos. Feixe vásculo-nervoso anterior à
loja cirúrgica com aspecto de normalidade, e posterior, em tecido
mole, com degeneração de algumas células (Figs. 7
e 8).
Figs. 7 e 8 Aspecto microscópico do grupo experimental com 14 dias.
5.3 GRUPO EXPERIMENTAL DE 21 DIAS:
Verificou-se material inserido na loja óssea envolto por tecido fibroso, com infiltrado inflamatório discreto e, em alguns pontos, infiltrado aumenta em número de células. Este infiltrado apresenta-se predominantemente linfocitário. Observa-se grande cápsula fibrosa ao redor do material implantar. Na periferia, coágulo envolto por células inflamatórias. Pequena quantidade de hemácias dispersa pelo tecido fibroso. Trabéculas em início de mineralização, com células osteogênicas (osteoblastos) volumosas, dando início à reparação óssea. Feixe vásculo-nervoso anterior à loja cirúrgica com aspecto de normalidade, e posterior, em tecido mole, com degeneração celular (Figs. 9 e 10).
5.4 GRUPO EXPERIMENTAL DE 45 DIAS:
Presença de pouco osso neoformado em região
medular. Deposição de matriz e trabéculas ósseas
mais densas, com grande proliferação fibroblástica
e material implantar em meio a estas trabéculas. Moderada
quantidade de células inflamatórias maduras dispersas no
tecido conjuntivo. Na superfície, ainda se observa presença
de pequenas áreas de coágulo sangüíneo.
Feixe nervoso anterior à área cirúrgica com aspecto
de normalidade e posterior com feixes nervosos em apoptose (Figs.
11 e 12).
Figs. 9 e 10 Aspecto microscópico do grupo experimental
com 21 dias.
Figs. 11 e 12 Aspecto microscópico do grupo experimental com 45 dias.
5.5 GRUPO EXPERIMENTAL DE 60 DIAS:
Trabéculas neoformadas em grande quantidade,
em meio a fibras colágenas e fibroblastos, com focos localizados
do material implantado. Observa-se abundante deposição
de matriz óssea, indicando grande atividade osteoblástica.
Número expressivo de vasos sangüíneos neoformados.
Presença de células inflamatórias crônicas dispersas
em tecido conjuntivo, principalmente macrófagos. Feixe vásculo-nervoso
posterior à loja cirúrgica, em tecido mole, com células
em atrofia (Figs. 13 e 14).
Figs. 13 e 14 Aspecto microscópico do grupo experimental
com 60 dias.
OBS: Verificou-se ulceração em lábio
inferior do lado em que foi realizada a neurectomia, após 07 dias
da realização do procedimento cirúrgico em todos os
animais submetidos à neurectomia.
DISCUSSÃO
A procura por novos materiais e técnicas
cirúrgicas constitui ato de extrema importância para a clínica
cirúrgica especializada, para que se encontrem novas maneiras de
solucionar problemas, como por exemplo, o preenchimento de falhas ósseas
em contato com tecido nervoso, que pode ser necessário em diversos
procedimentos cirúrgicos, como a neurectomia, o reposicionamento
do forame mentoniano, a transposição do nervo alveolar inferior
para a colocação de implantes osseointegrados, cirurgia ortognática,
ou o preenchimento de defeitos ósseos causados por patologia ou
fratura.
No presente estudo, pode-se observar a formação
de trabéculas neoformadas em grande quantidade, em meio a fibras
colágenas e fibroblastos e abundante deposição de
matriz óssea, indicando grande atividade osteoblástica na
cavidade preparada no forame mentoniano, aos 60 dias de pós-operatório,
com a colocação de Matriz Orgânica de Osso Liofilizado
Osseobond (GENOX-ORGÂNICO), Proteína Morfogenética-HÁ
(GENPRO), Aglutinante (GEN-COL) e Membrana Reabsorvível de Osso
Bovino Liofilizado Dentoflex (GEN-DERM), desenvolvidos no Departamento
de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade
de São Paulo. Não foram encontrados relatos na literatura
sobre a utilização destes materiais neste tipo de associação
e, muito menos neste tipo de implante.
Entretanto, estes materiais já foram testados
separadamente ou em outros tipos de associação. Em
relação ao osso bovino liofilizado, o defeito foi preenchido
por tecido ósseo em estado avançado de organização
(TAGA; CESTARI; SILVA, 1997) e, com o mesmo resultado positivo (DE LAVALLE;
MARZOLA; CONSOLARO et al., 1997) com associação de membrana
de osso bovino liofilizado. No presente trabalho, ocorreu a formação
de trabéculas ósseas, ainda com atividade osteoblástica,
mas não se encontrando ainda, aos 60 dias de pós-operatório,
uma organização observada pelos trabalhos citados acima.
Uma observação importante a ser feita é a diferença
de metabolismo entre coelhos e ratos/cobaias utilizados por esses trabalhos.
Outros trabalhos demonstraram resultados menos
positivos, com formação óssea igual ao grupo controle
(SONIS et al., 1985) ou até mesmo pior que o controle (ASPENBERG;
KALEBO; ALBREKTSSON, 1988).
Quanto às proteínas morfogenéticas
(BMP) tem-se encontrado excelentes resultados em diversos tipos de loja
cirúrgica e animais de experimentação (TORIUMI et
al., 1991; RIPAMONTI et al., 1994; SIGURDSSON et al., 1995; KINOSHITA et
al., 1997; VILJAMEN et al., 1997; KING et al., 1998; SCHWARTZ et al., 1998;
NAGAI et al., 1999), sem, contudo encontrar-se resultados tão exuberantes
neste experimento.
Até os 60 dias de pós-operatório
não houve a formação de neuroma de amputação,
condição esta indesejável, pois traria dores ao paciente
e a necessidade de um novo procedimento cirúrgico para remoção
deste neuroma. Seria necessário um tempo maior de acompanhamento
após a neurectomia e a obliteração do forame com material
implantar para verificar a ocorrência ou não desta formação,
que pode ocorrer até anos após a neurectomia (ERHART, 1962;
BLACKWOOD et al., 1963; ROBBINS, 1967; COTRAN et al., 1989; BRASILEIRO
FILHO et al., 1994; DONOFF, 1995 e GREGG, 1995).
Após um período de 07 dias observou-se
a formação de ulceração em lábio inferior
de todos os animais submetidos ao procedimento cirúrgico, pois a
neurectomia ou seccionamento do feixe vásculo-nervoso mentoniano
causa uma anestesia permanente da região inervada por este nervo,
ou seja, lábio inferior do lado direito (TEBO; TELFORD, 1950; FREITAS
et al., 1976 e 1979; GERSHENSON, 1986; GREEN; DARVELL, 1988; PHILLIPS;
WELLER; KULILD, 1990 e HIDETOSHI et al., 1992), ocorrendo traumatismo pelos
dentes anteriores durante a mastigação, sem o controle da
sensibilidade local. Esta condição talvez seja o principal
inconveniente da neurectomia e, portanto sua indicação deve
ser extremamente criteriosa e os controles freqüentes.
Durante o procedimento cirúrgico notou-se
uma facilidade de manipulação dos materiais implantares,
pela consistência adquirida na manipulação do Osso
Bovino Liofilizado, Proteína Morfogenética-HA e Aglutinante
e também a maleabilidade da Membrana de Osso Bovino Liofilizado
após hidratação desta com soro fisiológico
(MARZOLA; TOLEDO FILHO; ZORZETTO et al., 1996; DE LAVALLE; MARZOLA; CONSOLARO
et al., 1997 e MARZOLA, 2002).
Até os 60 dias de pós-operatório
ainda se verificou a presença de pequena quantidade de material
implantar na cavidade cirúrgica, em menor quantidade que nos períodos
anteriores, comprovando sua característica de material reabsorvível,
dispensando um segundo procedimento cirúrgico, diminuindo custos
e tempo para o profissional e o paciente (SONIS et al., 1985; BLACK et
al., 1994; HARWICK; HAYES; FLYNN, 1995; MARZOLA, 1996; MARZOLA, TOLEDO
FILHO, ZORZETTO et al., 1996; TAGA; CESTARI; SILVA, 1997 e MARZOLA, 2002)
(Quadro 1).
CONCLUSÕES
Diante dos resultados obtidos, parece lícito
concluir que:
1. Houve a formação de trabéculas
neoformadas em grande quantidade, em meio a fibras colágenas e fibroblastos,
com abundante deposição de matriz óssea, indicando
grande atividade osteoblástica na cavidade preparada aos 60 dias
de pós-operatório.
2. Não houve a formação de
neuroma de amputação até os 60 dias de pós-operatório.
3. Os materiais implantares são de fácil
manuseio.
4. Até os 60 dias de pós-operatório
ainda se verificou a presença de pequena quantidade de material
implantar na cavidade cirúrgica.
5. Num intervalo de 07 dias ocorreu ulceração
no lábio inferior do lado operado, devido à parestesia permanente,
em todos os animais do experimento.
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o0o
Quadro 1 - Resultados obtidos experimentando-se vários
materiais implantares.
AUTOR MATERIAL LOCAL RESULTADOS
SONISet al., 1985 Osso Bovino Liofilizado Defeitos Periodontais
Formação de osso nas falhas periodontais após 03 meses,
sem haver diferença com o grupo controle.
ASPENBERG et al., 1988. Osso Liofilizado Tíbia
de Coelhos Formação de menos 65% de osso quando comparado
ao grupo controle.
TORIUMIet al., 1991 BMP-2 Mandíbula de Animais
Formação de osso mineralizado em 68% dos casos, aos 06 meses.
RIPAMONTIet al., 1994 BMP Bovina e Matriz de Colágeno
Defeitos Periodontais em Babuínos Indução de regeneração
periodontal em defeitos criados cirurgicamente
SIGURDSSON et al., 1995 RhBMP-2 Humana Defeitos Periodontais
em Cães Regeneração óssea extensa em defeitos
criados cirurgicamente, algumas vezes cobrindo completamente o dente.
SMUKLERet al., 1995 Membrana de Osso Liofilizado e Osso
Cortical Desmineralizado Cães Após 03 meses, houve preenchimento
total da loja óssea
DE LAVALLE et al., 1997 Osso Bovino Liofilizado, Membrana
de Osso Bovino Liofilizado e Aglutinógeno Tíbia de Ratos
Formação de tecido ósseo pouco trabeculado e medula
óssea com aspecto de normalidade aos 40 dias, com material implantar
quase que praticamente reabsorvido
KINOSHITAet al., 1997 RHBMP-2 e condicionamento ácido
Defeitos Periodontais Horizontais em Cães A formação
óssea, de cemento e ligamentos aumentou muito, com diminuição
de retração gengival.
TAGAet al., 1997 Osso Bovino Liofilizado Crânio
de Cobaias Defeito ósseo preenchido por tecido ósseo em estado
avançado de organização
VILJAMENet al., 1997 BMP Alogênico Crânio
de Ovelhas Formação de 34% mais osso que o grupo controle,
em média.
KINGet al., 1998 RHBMP-2 e condicionamento ácido
Defeitos Periodontais em Ratos Grande quantidade de tecido ósseo
e cemento neoformados
SCHWARTZet al., 1998 RHBMP-2 e osso humano desmineralizado
(DFDBA) ativo e inativo Ratos O DFDBA ativo induz formação
óssea e o inativo não e, quando se adiciona o RHBMP-2 ao
DFDBA inativo, vem formação óssea.
NAGAIet al., 1999 BMP Tecido Subcutâneo de Ratos
Formação de osso ectópico prejudicado em idades mais
avançadas
OMAGARIet al., 1999 Osso Bovino Liofilizado, Proteína
Morfogenética-HÁ, Aglutinante e Membrana de Osso Bovino Liofilizado.
Forame Mentoniano de Mandíbula de Coelhos Formação
de trabéculas neoformadas em grande quantidade, em meio a fibras
colágenas e fibroblastos, com abundante deposição
de matriz óssea, aos 60 dias.