
CERTIFICAÇÃO
DIGITAL NO ORTO 2004.
Foi
exaustivamente abordado o tema de Certificação Digital, contando com a
participação de autoridades, convidados especiais e um público altamente
participativo. Ficou definitivamente
evidenciado que a Certificação Digital é um procedimento necessário para todos
os arquivos digitais, de qualquer espécie, a fim de lhes dar identidade,
invulnerabilidade e presunção de validade jurídica, e, também, maior
credibilidade científica.
A
ninguém ocorre entregar, para o paciente,
uma receita ou qualquer outro documento em papel, sem inserir sua
assinatura. O mesmo ocorre com os documentos digitais, armazenados pelo
profissional como depositário, eles carecem do Certificado, que é assinatura
digital do indivíduo.
O
Certificado Digital mais adequado para a Odontologia é o padrão ICP-Brasil,
tipo A3, o qual oferece maior garantia e total aceitação, com fulcro na
legislação atual. Ele é emitido pelas Autoridades Certificadoras (AC)
devidamente credenciadas pelo do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação ( ITI ).
Outros
certificados, fora da ICP-Brasil, emitidos por empresas, instituições ou
autarquias só tem validade quando reconhecidos pelas partes envolvidas.
A garantia da hora de
autenticação ainda não ficou definitivamente determinada pelo ITI. A chancela
de uma autoridade idônea, como os Conselhos,
inserindo seu Certificado Digital e testemunhando o time stamp, ainda é
a solução mais adequada para a Odontologia.
Segundo a Dra. Teresa C.
Neves, do Tribunal de Justiça do
RJ, sempre haverá possibilidade de
documentos serem defraudados antes de ser inserida a Certificação Digital,
porém este fato é muito pouco provável de acontecer porque o profissional
estaria cometendo um grave delito ( falsificação de prova ) e teria de fazer
isto premeditadamente, o que tornaria o crime ainda mais grave. E que o juiz tem, além dos recursos de
peritos, meios que lhe induzem a identificar a culpa, como por exemplo, a quem
favorece a falsificação e quem apresentou a prova.
A Certificação Digital, no
ORTO 2004, contou com a participação
de: Luiz
Roberto Capela (Conselheiro Secretário CRO/SP, dirigindo os trabalhos), Ricardo Luiz Miranda Valle (ITI), Teresa Andrade de Castro Neves (TJ/JR),
José
Henrique Portugal (Senado), Rodolfo Francisco Haltenhof Melani (USP), Ben Hur Godolfin e José Elvídio G. P.
Moraes ( Representantes do CRO/RS ), Nehemias Gueiros Jr. (advogado
especialista em CyberLaw) e outras autoridades da Odontologia.
Foram ainda
palestrantes: André Luis da Mota Lemos,
Márcio Elias Perondi e Nayene Leocádia M. Eid.

José Henrique Portugal (Senado), Cléber, Luiz Roberto
Capela (Conselheiro Secretário CRO/SP),
Teresa Andrade de Castro Neves (TJ/JR), Ricardo Luiz Miranda Valle (ITI)
e Rodolfo Francisco Haltenhof Melani.

Cléber com as assessoras Ana Lúcia Pereira Brandi e Laura
Maria Pereira Moraes.

Na abertura do
2004, o presidente do CFO entregando o Prêmio Miguel Nobre para seu
conterrâneo do RGS Cléber.