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Caso clínico
de classe II - divisão 1
com compressão da maxila. Professora Doutora Elvira Gomes Camardella Curriculo |

O caso clínico que segue poderia ter sido de expansão
rápida. No entanto foi resolvido fisiológicamente de
acordo com o crescimento e desenvolvimento do paciente do sexo masculino
aos 8 anos e três meses. Nesta idade com o crescimennto e desenvolvimento
regulados pela função que faz a forma e a
forma que é preservada pela função
conseguimos através do aparêlho ortopédico funcional,
forças naturais do cliente, associadas as forças conduzidas
pelos aparêlhos, o movimento dos músculos durante o tratamento;
tanto as forças naturais, quanto o movimento dos músculos
associadas as forças conduzidas pelos aparêlhos deverão
estar situados dentro da tolerância orgânica do paciente e
contribuição orgânica do tratamento para o desenvolvimento
global do indivíduo.
Na anamnese do paciente observou-se que o mesmo era respirador
bucal, portador de deglutição atípica, hipotonia
labial, distônico,estrábico, maxila estreitada por compressão,
os joelhos valgo ( joelhos em X),
gastando os saltos dos sapatos para fora, sifose, lordose,etc.
Classe II divisão 1 de Angle, sobremordida exagerada ( OVERBITE
) e degrau ósseo anterior horizontal acentuado ( OVERJET ).
Segundo a avaliação cefalométrica
de Bimler aos 8a3m na fórmula facial o perfil anterior convexo
com 15.5 graus passou para reto com 8 graus; as estruturas basais
superior (plano maxilar com tangente ao clivus posterior) e inferior (plano
maxilar com o plano mandibular) são do tipo neutro (meso)
com crescimento para baixo e para a frente, ambos continuaram neutro
(meso) aos 14 anos, já o tipo facial neutro (meso) de
5mm passou para 20mm o que corresponde ao crescimento vertical; o ângulo
goníaco com crescimento vertical 125 graus passou para 116 graus
neutro (meso); o ângulo interincisal com biprotrusão dentária
118.5 graus passou para 125 graus médio.
No Índice SAGA que trata da verificação
do tamanho e crescimento demonstrou numa fórmula rápida durante
5anos e 9meses que o tipo facial do paciente passou de neutro (meso) para
vertical (lepto) e que os três principais componentes do sistema
estomatognático a profundidade da maxila que era de 50.5mm. média
passou para 53mm. grande; a posição temporal de 30.5mm média
foi para trás 1.5mm. passando para grande com 32mm.; a longitude
diagonal de Gn- Cd de 112mm média passou para 131mm grande, tendo
aumentado19 mm.e o degrau ósseo anterior horizontal (overjet)
que é a resultante dos registros anteriores passou de 10.5mm. grande
para 9.5mm. médio diminuindo 1mm.
Na análise de Camardella: O ângulo I (Incisal
tangente a face palatina do incisivo central superior com o plano de Frankurt
) era de 34 graus e o ângulo E (prolongamento dos pontos Gn-Cd com
o plano de Frankfurt ) 50.5 graus o que demonstra uma relação
desfavorável (na gnatologia o ângulo I deveria ser
igual ou maior para que as excursões mandibulares
pudessem funcionar fisiológicamente) o que deverá ser comunicado
ao paciente ou responsável ; no final do tratamento a relação
passou a ser no ângulo I de 47.5 graus e no E para 55 graus
significando que o caso que era ruim passou para melhor, motivo pelo qual
vai carecer de manutenção por mais tempo.
Quanto aos ângulos incisais superior e inferior
com o plano de Frankfurt (ângulos internos) que se apresentaram com
protrusão continuou com protrusão no inferior e médio
no superior. Já o vértice do triângulo
formado pelo incisivo inferior com o superior cujo valor de 67,5
graus se encontra acima
da curva de Spee por causa da disto oclusão passou
para 55 graus com seu vértice em cima da curva de Spee e respectivamente
da classe II no início do tratamento passou para classe I
no final do tratamento; o ângulo interincisal que utilizamos é
o mesmo de Bimler;o plano oclusal com o plano de Frankfurt antes era de
10 graus proinclinado continuou no final do tratamento com 15 graus;
utilizamos o eixo de força de Bimler ( Centro Mastigatório
ou Stress Axis) com o plano de Frankfurt que era de 11 graus e passou para
10 graus.
Na análise dos modelos segundo Pont e Korkhaus,
com base na soma dos quatro incisivos, para obtenção da largura
dos primeiros premolares e molares superior e inferior, apresenta
uma pequena margem de erro e por esse motivo foi seguida pela curva
de reação de Bimler que é fisiológica e mais
precisa. Além, do cálculo do perímetro dentário
e ósseo até o final do crescimento ósseo feito por
Michel Chateau aonde verificamos que o perímetro dentário
era de 137mm. e o ósseo de 131mm. o tratamento terminou aos 10 anos
e 3 meses, tendo ficado em manutenção além dos 14
anos, uma vez que não havia espaço para os quatro sisos erupcionarem
e nós só efetuamos as extrações quando as corôas
estão formadas.
Na análise dos modelos segundo Camardella no início
do tratamento tinhamos uma distorção na maxila de
-4% e no final do tratamento passamos para 16% e na mandíbula
no início de - 5% passou para 15% o que podemos considerar como
um bom resultado, motivo pelo qual o paciente deverá usar a manutenção
por mais tempo.
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