13 abril 2010
Atratividade do Sorriso nos Diferentes Protocolos de Tratamento da Classe II Subdivisão
Guilherme Janson
Nuria Castello Branco
Resumo
O objetivo deste trabalho foi comparar a atratividade do sorriso entre os diferentes protocolos de tratamento da Classe II subdivisao (extracao de 1, 3 e 4 pre-molares) e verificar a influencia do tamanho do corredor bucal e corredor posterior na estetica do sorriso. A amostra consistiu de fotografias frontais do sorriso posado de 23, 25 e 20 individuos tratados com os protocolos de extracoes de 1, 3 e 4 pre-molares, respectivamente.
Em cada fotografia, o corredor bucal e o corredor posterior foram medidos proporcionalmente a largura do sorriso. Por intermedio de um site na internet, as 68 fotografias foram avaliadas quanto a estetica por 46 leigos e 70 ortodontistas, utilizando-se de uma escala de 10 pontos. A atratividade do sorriso entre os 3 protocolos da Classe II subdivisao e os dois grupos de avaliadores foram comparados por meio da Analise de Variancia a dois criterios, enquanto que a influencia da idade e do genero do avaliador na avaliacao da atratividade foi verificada pela Analise de Covariancia. A influencia do tamanho do corredor bucal e do corredor posterior na atratividade do sorriso foi avaliada pelo teste de Correlacao de Pearson. Para a comparacao do tamanho dos corredores bucais e corredores posteriores, entre os 3 grupos, foi aplicada a Analise de Variancia.
Os resultados demonstraram que nao ha diferenca na atratividade do sorriso entre os pacientes tratados com extracoes de 1, 3 e 4 pre-molares, tanto para leigos quanto para ortodontistas, e o genero e a idade dos avaliadores nao influenciaram a avaliacao da estetica. Os tamanhos dos corredores bucais e dos posteriores nao tiveram correlacao com a atratividade do sorriso. Alem disso, os tamanhos dos corredores bucais e posteriores, entre os grupos, foram estatisticamente semelhantes.
Atratividade do Sorriso nos Diferentes Protocolos de Tratamento da Classe II Subdivisão
Guilherme Janson
Nuria Castello Branco
Na terapia ortodôntica moderna, um dos objetivos principais é a melhora da estética facial e uma das características faciais que mais influenciam positivamente a atratividade é o sorriso. A atratividade do sorriso tem-se tornado um tópico de maior importância, sendo muitas vezes um fator motivacional maior do que a melhora da função e da saúde dental.
Terapia Ortodôntica Atual
MELHORA DA ESTÉTICA FACIAL
Estudos - Atratividade do Sorriso
Essa tendência pode ser observada na quantidade de estudos publicados sobre o assunto. Ao realizar uma busca nas principais bases de dados utilizando as palavras-chaves: ortodontia, sorriso, estética e atratividade, foram encontrados 183 artigos. Os números não somam 183 pois há artigos que se repetem entre as bases de dados. Dos 183 artigos, 56% foram publicados entre 2003 e 2008.
| Base de dados
| Palavras-chaves
| Resultados
| | PubMed
| (1) smil*; (2) orthodontic*; (3) esthetic*; (4) aesthetic*; (5) attractive*; (6) 1 and 2 and 3; (7) 1 and 2 and 4; (8) 1 and 2 and 5
| 147
| | Medline
| (1) smil$; (2) orthodontic$; (3) esthetic$; (4) aesthetic$; (5) attractive$; (6) 1 and 2 and 3; (7) 1 and 2 and 4; (8) 1 and 2 and 5
| 60
| | Medline In-Process & Other Non-Indexed Citations
| (1) smil*; (2) orthodontic*; (3) esthetic*; (4) aesthetic*; (5) attractive*; (6) 1 and 2 and 3; (7) 1 and 2 and 4; (8) 1 and 2 and 5
| 12
| | Web of Science
| (1) smil*; (2) orthodontic*; (3) esthetic*; (4) aesthetic*; (5) attractive*; (6) 1 and 2 and 3; (7) 1 and 2 and 4; (8) 1 and 2 and 5
| 50
| | Embase
| (1) smile; (2) orthodontic; (3) esthetic; (4) aesthetic; (5) attractive; (6) 1 and 2 and 3; (7) 1 and 2 and 4; (8) 1 and 2 and 5
| 4
| | All EBM reviews
| (1) smil*; (2) orthodontic*; (3) esthetic*; (4) aesthetic*; (5) attractive*; (6) 1 and 2 and 3; (7) 1 and 2 and 4; (8) 1 and 2 and 5
| 0
| | Lilacs
| (1) sorriso$; (2) ortodont$; (3) estet$; (4) atrativ$; (5) 1 and 2 and 3; (6) 1 and 2 and 4
| 12
| | Total
|
| 183
|
Publicações
Extrações
Atratividade do sorriso
“O melhor equilíbrio, a melhor harmonia, as melhores proporções da boca em relação às outras características requer uma dentição completa com cada dente ocupando a sua posição normal.” - Angle, 1907
Edward H. Angle
No entanto...
Casos tratados com e sem extrações de 4 pré-molares não influenciam a atratividade do sorriso. - Johnson; Smith, 1995; Kim e Gianelly, 2003
As extrações já foram citadas como um fator deletério na atratividade do sorriso (BOWBEER, 1985a, 1985b, 1986, 1987; SPAHL; WITZIG, 1987; WITZIG, 1984). Entretanto esse conceito não foi provado cientificamente (BISHARA; CUMMINS; ZAHER, 1997; JOHNSON; SMITH, 1995; KIM; GIANELLY, 2003).
Constrição dos arcos dentários
| Corredores Bucais amplos
|
|
|
Spahl, Witzig; 1987
No entanto...
Extrações não causam constrição dos arcos dentários. - Gianelly, 2003; Kim, Gianelly; 2003
Outra crítica às extrações seria por causarem a constrição dos arcos dentários, levando a formação de corredores bucais amplos considerados esteticamente desagradáveis (SPAHL; WITZIG, 1987). De maneira semelhante, não foi provado que as extrações causam uma constrição nos arcos dentários (GIANELLY, 2003; KIM; GIANELLY, 2003).
Influência do Corredor Bucal na Atratividade do Sorriso
| HÁ INFLUÊNCIA
| NÃO HÁ INFLUÊNCIA
| Gracco et al., 2006
Parekh et al., 2006
Martin et al., 2007
Parekh et al., 2007
Erum; Fida, 2008
| Roden-Johnson et al., 2005
Ritter et al., 2006
McNamara et al., 2008
|
Além disso, deve-se ainda considerar que não há, na literatura, um consenso sobre a influência da largura do corredor bucal na atratividade do sorriso.
CLASSE II SUBDIVISÃO
Afirmava-se:
Mecânicas assimétricas causam inclinação do plano oclusal, comprometendo a estética facial. - Braun, Legan; 1997; Burstone; 1979, 1998; Erdogan, Erdogan; 1998; Shroff, Lindauer, Burstone; 1997; Shroff et al., 1995; Shroff, Siegel; 1998
No entanto...
O protocolo de tratamento com extrações de 3 pré-molares não promove alterações dentoesqueléticas desfavoráveis no plano frontal. - Janson et al., 2004
Na Classe II subdivisão, havia a afirmação de que as mecânicas assimétricas causariam inclinação do plano oclusal, comprometendo a estética facial. No entanto, já foi provado que o protocolo com extrações de 3 pré-molares não promove alterações dentoesqueléticas desvaforáveis no plano frontal.
3 Pré-Molares VS 4 Pré-Molares
3 Pré-Molares
- Maior proporção de sucesso (Janson et al., 2003)
- Menor retração dos incisivos inferiores
- Menor retrusão do perfil tegumentar (Janson et al., 2007)
Além disso, provou-se ainda que quando comparado com o protocolo de extrações simétricas, o protocolo de extrações assimétricas de 3 pré-molares obtem: 1- maior proporção de sucesso; 2- menor retraçãoo dos incisivos inferiores; 3- menor retrusão do perfil tegumentar. No entanto, apesar do conhecimento atual a respeito dos efeitos das extrações assimétricas, o conservadorismo associado à falta de evidências científicas sobre a influência das extrações assiméticas na estética do sorriso ainda podem sustentar alguns mitos e crenças a respeito dessa conduta.
Proposição
- 1. Há diferença na atratividade do sorriso em pacientes tratados com extrações de 1, 3 e 4 pré-molares?
- 2. Ortodontistas são mais criteriosos do que leigos na avaliação da atratividade do sorriso ? O critério pessoal de análise sofre influência do gênero e da idade?
- 3. O tamanho do corredor bucal influencia na atratividade do sorriso?
Material e Métodos
Amostra
68 pacientes
- Grupo 1: Extração de 1 PM, 23 pacientes
- Grupo 2: Extrações de 4 PM, 25 pacientes
- Grupo 3: Extrações de 3 PM, 20 pacientes
Critérios Básicos Para a Seleção da Amostra
- 1. Má oclusão de Classe II subdivisão tratada com: extrações de 1, 3 ou 4 pré-molares;
- 2. Más oclusões de Classe I e Classe II tratadas com: extrações de 4 pré-molares;
- 3. Ausência de anomalias quanto ao tamanho e/ou forma dos dentes;
- 4. Ausência de diastemas na região anterior ao final do tratamento;
- 5. Presença de todos os dentes permanentes até os primeiros molares;
- 6. Índice PAR final menor ou igual a 7.
Medição da sobressaliência no exame clínico
Esses 3 últimos critérios foram observados em 2 momentos: durante a seleção da amostra no arquivo da faculdade e em um exame clínico antes da fotografia do sorriso para nos certificar de que o paciente ainda preenchia os critérios de inclusão
Fotografia do Sorriso
Material:
- Máquina fotográfica Nikon-D40
- Objetiva macro Sigma 105mm
- Flash circular Sigma
Posição do Sujeito da Pesquisa
- De frente para o pesquisador
- Postura natural da cabeça (Moorrees 1994)
- 60 cm da câmera
Com a câmera ajustada para dar foco nos dentes e lábios do paciente a 60cm de distância.
Obtenção da Fotografia do Sorriso
- Sorriso posado agradável e o mais natural possível. - Gracco et al., 2006; Johnson et al., 1995; Kim et al., 2003
- Dentes em MIH
Para a obtenção da fotografia do sorriso era pedido um sorriso posado agradável e o mais natural possível com os dentes em MIH. Várias fotografias eram tiradas.
Diminuição dos Fatores de Confusão
Adobe Photoshop 9.0 (San Jose, CA, USA):
- Recorte da fotografia;
- Remoção de pêlos e imperfeições da pele;
- Conversão da fotografia colorida para preto e branco;
O software adobe photoshop foi utilizado em todas as fotografias para diminuir os fatores de confusão ou número de variáveis. Durante a manipulação, ficaram aparentes apenas parte da pele, os dentes e os lábios (Hulsey, 1970 ; Johnson, 1995; Kim, 2003; Roden-Johnson, 2005 Andrade, 2006; Ritter, 2006; Gracco, 2006; Kokich, 2006; Pinho, 2007).
Assim, os avaliadores não sofrem influência de outras estruturas faciais, como o queixo e o nariz (Ritter, 2006; Pinho, 2007) e focam na atratividade do sorriso (Gracco, 2006 #129).
Recorte da fotografia
1. Padronização altura-largura
Objetivo: Manter a proporção do tamanho real das estruturas dentárias e dos tecidos moles quando vistos de uma mesma distância.
21x12,4cm
Durante o recorte da fotografia houve uma preocupação em padronizar a altura e a largura do corte. Objetivo: Assim, utilizando o sorriso mais largo da amostra, padronizamos a altura e largura do photoshop em 17x10.
21x12,4cm
Assim, todos os sorrisos da amostra tiveram o recorte da fotografia com a mesma proporção.
Conversão da Fotografia Colorida para Preto e Branco
Remoção de Manchas e Pêlos Faciais
Antes e Depois
Objetivo: aproximar os tons de pele da amostra e reduzir o número de fatores de confusão (Kokich, 2006).
Avaliação da atratividade do sorriso
Leigos
Estudantes de:
- Administração
- Direito
- Jornalismo
- Arquitetura
- Desenho Industrial
Ortodontistas
- Membros da Associação Brasileira de Ortodontia/Ortopedia Facial (ABOR)
| Grupo de avaliadores
| E-mails enviados
| Avaliadores participantes (%)
| | Leigos
| 255
| 46 (18%)
| | Ortodontistas
| 1135
| 70 (6,2%)
| | Total
| 1390
| 116(8,3%)
|
Instrumento de Avaliação
www.atratividadedosorriso.com
Login e senha
Questionário - leigos
Questionário - ortodontistas
Instruções sobre como avaliar o sorriso e navegar na página
Galeria do sorriso
A randomização da amostra foi feita de forma automática
Escala de 10 pontos
A análise subjetiva da atratividade do sorriso foi feita através de uma escala de 10 pontos localizada abaixo de cada fotografia. A nota um indicava um sorriso menos atrativo e a nota 10 um sorriso mais atrativo. Este ícone direcionava o avaliador para a galeria do sorriso quantas vezes ele quisesse
Exibição das notas na Galeria do Sorriso
Assim ele podia visualizar as os sorrisos e as notas daqueles previamente analisados. Caso ele quisesse mudar alguma nota, bastava clicar em cima dela para poder alterar.
Finalização da pesquisa
Medição da Proporção do Corredor Bucal e Corredor Posterior
Medidas realizadas:
- LS = Largura do Sorriso
- DUDVM = Distância entre os últimos dentes visíveis da maxila
- DIC = Distância intercaninos
Medição da Proporção do Corredor Bucal
PROPORÇÃO DO CB = LS – DIC x 100
LS
|
Medição da Proporção do Corredor Posterior
PROPORÇÃO DO CP = LS – DUDVM x 100
LS
|
Resultados
Teste de Normalidade: Kolmogorov-Smirnov
Erro intra-examinador: Avaliadores
TABELA 2 – Resultados do teste t pareado e da fórmula de Dahlberg aplicados às avaliações da atratividade do sorriso dos avaliadores leigos e ortodontistas para estimar os erros sistemáticos e casuais, respectivamente.
| Grupo de Avaliadores
| 1ª Avaliação
| 2ª Avaliação
| p
| Dahlberg
| | N
| Média
| D. P.
| N
| Média
| D. P.
| | Leigos
| 12
| 5,01
| 1,39
| 12
| 5,24
| 1,67
| 0,1558
| 0,39
| | Ortodontistas
| 18
| 5,78
| 1,36
| 18
| 5,65
| 1,46
| 0,3193
| 0,38
|
Erro Intra-Examinador: Atributos do Sorriso
TABELA 3 – Resultados do teste t pareado e da fórmula de Dahlberg aplicados às medições das variáveis largura do sorriso (LS), distância intercaninos superior (DIC) e distância entre os últimos dentes visíveis da maxila (DUDVM) para estimar os erros intra-examinador sistemáticos e casuais, respectivamente.
| Atributos do Sorriso
| 1ª Medição N = 21
| 2ª Medição N = 21
| p
| Dahlberg
| | Média
| D. P.
| Média
| D. P.
| | LS
| 13,26
| 1,00
| 13,36
| 1,18
| 0,2154
| 0,28
| | DIC
| 8,19
| 0,35
| 8,25
| 0,37
| 0,2230
| 0,28
| | DUDVM
| 10,76
| 0,68
| 10,72
| 0,73
| 0,4927
| 0,16
|
Compatibilidade da amostra: Idade, Índice PAR, Gênero
TABELA 4 – Resultados das comparações intergrupos (ANOVA e qui-quadrado).
| Variáveis
| Grupo 1 (extração de 1 PM) (n = 23)
| Grupo 2 (extrações de 4 PM) (n = 25)
| Grupo 3 (extrações de 3 PM) (n = 20)
| p
| | Idade
| 23,3 (D. P.: 6,72)
| 25,1 (D. P.: 6,51)
| 21,6 (D. P.: 5,28)
| 0,1846€
| | Índice PAR
| 2,22 (D. P.: 2,41)
| 2,35 (D. P.: 2,21)
| 2,4 (D.P.: 2,2)
| 0,9603€
| | Gênero Masculino
| 9
| 6
| 8
| 0,4257¥
| | Gênero Feminino
| 14
| 19
| 12
|
€ Análise de Variância; ¥ Qui-quadrado
Compatibilidade dos Avaliadores: Idade, Gênero - Intergrupos
TABELA 5 – Resultados das comparações intergrupos (teste t independente e qui-quadrado).
| Variáveis
| Leigos (n = 46)
| Ortodontistas (n = 70)
| p
| | Idade
| 24,41 (D. P.: 4,35)
| 43,23 (D. P.: 9,54)
| 0,0000§
| | Gênero Masculino
| 18
| 47
| 0,0295¥
| | Gênero Feminino
| 28
| 23
|
§ Teste t independente; ¥ Qui-quadrado
Compatibilidade Entre os Grupos de Avaliadores: Idade - Intragrupos
TABELA 6 – Resultado do teste t independente para avaliar à compatibilidade da idade entre os gêneros no grupo de leigos e no grupo de ortodontistas.
| Avaliadores
| Masculino Média (D. P.)
| N
| Feminino Média (D. P.)
| N
| p
| | Leigos
| 25,18 (5,82)
| 18
| 23,91 (3,09)
| 28
| 0,3388
| | Ortodontistas
| 43,99 (9,38)
| 47
| 41,68 (9,87)
| 23
| 0,3453
|
Análise Estatística - Atratividade do Sorriso
TABELA 8 – Resultados da Análise de Variância a dois critérios, considerando a influência dos protocolos de extração e do tipo de avaliador na atratividade do sorriso.
| Variáveis
| F
| p
| | Grupo
| 1,612
| 0,2035
| | Avaliador
| 2,137
| 0,1462
| | Grupo X Avaliador
| 0,009
| 0,9910
|
TABELA 9 – Resultados da Análise de Covariância, considerando a influência da idade e do gênero dos avaliadores na notas dadas por eles para a atratividade do sorriso.
| Covariáveis
| Nota dos Avaliadores para a Atratividade do Sorriso
| | F
| p
| | Idade
| 0,001
| 0,9707
| | Gênero
| 1,265
| 0,2632
|
Análise Estatística: Corredor bucal e corredor posterior
TABELA 10 – Resultados do teste de Correlação de Pearson para avaliar a influência do tamanho do corredor bucal e do corredor posterior na atratividade do sorriso.
| Variáveis
| Nota dos Avaliadores para a Atratividade do Sorriso
| | R
| p
| | Corredor Bucal
| - 0,0417
| 0,736
| | Corredor Posterior
| - 0,1545
| 0,208
|
TABELA 11 – Resultados da Análise de Variância, para avaliar a diferença da proporção dos corredores bucais e corredores posteriores entre os grupos.
| Variáveis
| Grupo 1 (extração de 1 PM) (n = 23)
| Grupo 2 (extrações de 4 PM) (n = 25)
| Grupo 3 (extrações de 3 PM) (n = 20)
| p
| | Corredor Bucal
| 39,46 (D. P.: 4,01)
| 37,56 (D. P.: 2,85)
| 37,33 (D. P.: 4,72)
| 0,1551
| | Corredor Posterior
| 17,76 (D. P.: 5,29)
| 18,53 (D. P.: 5,6)
| 17,51 (D. P.: 4,61)
| 0,7845
|
ANOVA (ANalysis Of VAriance). Teste de hipótese que objetiva comparar mais de duas médias. É isto mesmo, a análise de variância é um teste para comparar médias, que é realizado através das variâncias dentro e entre os conjuntos envolvidos. É uma extensão do teste "t" para duas médias.
Conclusões
- 1. Não houve diferença estatisticamente significante na atratividade do sorriso entre pacientes tratados com extrações de 1, 3 e 4 pré-molares;
- 2. A atratividade do sorriso foi avaliada de forma semelhante por leigos e ortodontistas, e o gênero e a idade dos avaliadores não influenciaram na avaliação estética;
- 3. Não há correlação entre o tamanho do corredor bucal e a atratividade do sorriso. Além disso, não houve diferença estatisticamente significante entre pacientes tratados com extrações de 1, 3 e 4 pré-molares.
|