PONTO A

Informações e imagens colhidas do livro "Anatomia Radiológica em Norma Lateral", de Graciela Porta (2009)

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O Ponto A, igual que a maioria dos Pontos ósseos usados na Cefalometria, originam-se na Craniometria, onde é denominado Ponto Subespinhal. Foi utilizado por Dr. Downs em seu cefalograma, no início da cefalometria.

Definição: Ponto A é o ponto mais retrusivo na linha média da prémaxila entre a Espinha Nasal Anterior (Ponto ENA) e Próstion (Pr)
Os autores designam siglas diferentes para o Ponto A, segundo seu entendimento e a origem do Ponto.
Tais como as Siglas: A - a – ss – Ap – Subespinal – Subespinoso.

Fernex, E. diferencia o Ponto A do Subespinal.
Punto A : Ponto arbitrário que delimita a porção alveolar com o corpo da maxila, localizado na zona más retrusiva do contorno anterior do maxilar superior.
Ponto Subespinal: Ponto de união do bordo inferior da Espinha Nasal Anterior com a lamina alveolar.


CLASSIFICAÇÃO

Localização: Ponto ósseo

Origem: Craniometría - Cefalometría.

Características: Ponto médio

Tipo : Anatômico

Osso envolvido: Maxilar Superior


Nas telerradiografias, em Norma Lateral, frequentemente, o Ponto A pode ser marcado com precisão, desde que se esteja atento para as dificuldades que podem ocorrer. A pouca densidade da estrutura óssea anterior da maxila, no sentido transversal, presta-se a erros graves.

Zona donde localiza-se o Ponto A

Como foi descrito anteriormente, o Ponto A está na parte anterior da maxila no local mais depressivo, entre a Espinha Nasal Anterior ( ENA) e o Prostion ( Pr ). Alguns autores recomendam o uso de uma régua ou linha, ligando ENA e Pr, marcando-se o Ponto A no local mais depressivo da parte anterior da maxila, em paralela a esta linha.

Esta sistemática é recomendada, principalmente, para sistematizar o procedimento quando se fazem sobreposições em estudos sequenciais. Isto pode ser válido nos estudos em que se ressalta a utilização desta medotodologia, no entanto não nos parece boa prática.

A parte anterior da maxila pode apresentar-se com formas atípicas, bem diferenciada. Nestes casos, salvo quando a metodologia é descrita em estudos específicos, a sistemática sugerida por alguns autores - utilização de paralela a linha ENA - Pr - pode induzir a erros.
No nosso entendimento é sempre preferível a utilização da sistemática universal na Antropologia, de que "toda a observação do crânio deve ser feita com o Plano de Frankfour na horizontal". Assim sendo já existe uma sistemática universal consagrada e fiel, não carece a criação de outra.

Contrariar a sistemática universal da Antropologia e utilizar o ponto mais depressivo em relação a linha ENA - Pr, causa diferente posição do Ponto A nos casos atípicos, como pode ser observado no desenho ao lado.
Na maioria dos casos esta diferença não é significativa, porém o método universal é igualmente preciso e fácil de ser utilizado, basta que, em vez da régua, empregar o esquadro e correr este no Plano de Frankfurt buscando o ponto mais depressivo entre ENA e Pr.

Passaremos a relatar as dificuldades na marcação do Ponto A, sendo que a mais grave é causada pela menor densidade óssea do contorno anterior da maxila, fazendo com que a imagem desta zona apresente-se pouco radiopaca.
Esta ocorrência é agravada pelo fato de que a bossa canina apresenta-se bem mais radiopaca, prestando-se a que se confunda esta imagem com a parte mais anterior da maxila.
Este é o maior erro que pode acontecer na cefalometria, pois a diferença que provoca é altamente significativa, justamente no ângulo SNA que indica o posicionamento da maxila e sua relação com a mandíbula, no ângulo ANB.

Como foi enfatizado, o erro na marcação do Ponto A pode ser significativo, quando se confunde a bossa canina com a parte mais anterior da maxila. Neste caso o traçado errado mostra ANB = 0º, enquanto que o traçado certo mostra ANB = 4º.
Este caso também evidencia a errada marcação dos primeiros molares, os quais são, realmente, os mais imprecisos e difíceis de traçar.
Ocorre que, como todo o acidente anatômico lateral, os molares apresenta-se, nas telerradiografias, com imagem dupla. É necessário traçar os molares que correspondem ao lado direito ( sistemática que nos vem da Antropologia). Além da sobreposição com magnificência, podem os molares de um lado, com frequência apresentarem-se fora de suas posições normais.
Neste caso, no traçado errado foi marcado o segundo molar inferior no lugar do primeiro. Erro grosseiro, mas possível de acontecer quando toda a estrutura esquelética está deformada.

Em verde marcação errada do Ponto A. Em vermelho marcação certa.

Na parte anterior da maxila, algumas vezes, forma-se uma pequena "prega" baixo da Espinha Nasal Anterior.
Esta "prega" tem ainda menos densidade óssea do que a parte anterior da maxila, mostrando-se mais clara, além de que não vai até o Próstion e sim apenas logo abaixo, o que faz com que seja facilmente identificável e diferenciado da zona do Ponto A.


Outra dificuldade que se apresenta na marcação do Ponto A é nas Classes II, 2ª divisão, em que os incisivos centrais
superiores estão verticalizados e suas raízes, bem mais radiopacas que o osso envolvente, sobrepõem-se na parte anterior da
maxila. As boças ósseas que cobrem as raízes dos dentes incisivos são mais para vestibular do que a zona onde se localiza o
Ponto A.

Também dificulta a marcação do Ponto A, são tecidos moles das bochechas. Eles soprepõe-se a zona da parte anterior da maxila encobrindo esta zona.