Trabalhos Publicados

23 março 2010

O Acerto e o Alcance da Reabilitação Neuro Oclusal (RNO)

Marilis Ferreira de Francisco

Pedro Planas, em seu livro Reabilitação Neuro Oclusal, nos propõe uma filosofia odontológica curativa e preventiva das maloclusões e dos problemas periodontais e articulares. O esteio da cura no adulto e da prevenção desde a mais tenra infância, está no equilíbrio oclusal, que determinará as funções fisiológicas do sistema estomatognático. Através de seu enorme cabedal científico, cultura antropológica e visão humanitária, nos legou as determinantes de uma oclusão equilibrada, tanto para a dentição decídua como para a dentição permanente, tanto para o modo estático quanto para o dinâmico. Nos ensinou a atingir essas determinantes através de tratamentos feitos com desgastes seletivos ou aparatologia. Nos mostrou a veracidade de seus conceitos desvendando as leis que regem o desenvolvimento do sistema estomatognático. Nos mostrou como é atingido o equilíbrio oclusal e como ele é responsável tanto pelo desenvolvimento normal quanto pela manutenção da homeostase do sistema estomatognático, durante toda a vida do indivíduo.

Segundo Pedro Planas, para que haja equilíbrio oclusal estático, com os dentes ocluidos em posição de intercuspidação máxima (PIM), deverá haver toque dental concomitante em todos os dentes das arcadas. Nesse ponto os conceitos da RNO são semelhantes aos de grandes nomes da odontologia.7,13,19 Além do toque concomitante ele expressou a necessidade da oclusão em PIM se dar em coincidência com a posição de repouso da mandíbula quando em relação cêntrica. Esse conceito é cientificamente correto, porque embasado nos resultados de trabalho de muitos pesquisadores do sistema neuromuscular do sistema estomatognático, feitos ao longo de muitas décadas.8,14 Pedro Planas está entre os autores que são intransigentes quanto a essa coincidência, pois preconiza que a oclusão funcional deve sempre coincidir com a oclusão cêntrica. Divergindo dessa posição, existe na bibliografia a denominação oclusão habitual, que é a posição de intercuspidação máxima do indivíduo e que pode ou não coincidir com a oclusão cêntrica, e sem vistas à relação cêntrica. Alguns autores tomam essa PIM como sendo normal e correta para aquele indivíduo. Se a oclusão habitual não for coincidente com a oclusão cêntrica, e com a relação cêntrica, os côndilos não estarão centrados nas cavidades articulares e os músculos pterigóideos laterais, que mantêm a mandíbula nesta sua posição excêntrica, tornam-se hiperativos. Por ação reflexa, também seus oponentes, que são os feixes posteriores do músculo temporal, ficarão tensos, sendo fator de desequilíbrio do sistema.7 Essa é a primeira separação das águas entre a RNO e alguns autores modernos, mostrando o acerto de Pedro Planas quanto ao aspecto estático da oclusão. Toques dentais bilaterais e concomitantes dão equilíbrio e estabilidade à oclusão, mas é sua coincidência com a relação cêntrica muscular (RCM), em que todos os músculos mastigatórios estão em seu tônus de repouso, que dá à musculatura mastigatória a possibilidade de trabalho fisiológico.

Qualquer desvio da oclusão cêntrica em relação à RCM é fator desencadeante de trabalho muscular hiperativo e, sendo a musculatura a única força motriz do sistema estomatognático, suas disfunções desequilibram o sistema. Pelo fato de estarmos escrevendo um livro de RNO aplicada, “Ajuste Oclusal visando o Reequilíbrio Funcional do Sistema Estomatognático”, temos feito extensas pesquisas bibliográficas sobre oclusão. Elas nos levam a afirmar que a necessidade da coincidência entre relação cêntrica e oclusão funcional para que haja equilíbrio neuromuscular do sistema é muito pouco conhecida, divulgada e aplicada pela classe odontológica. Pela amostragem que temos de palestras proferidas para mais de dois mil colegas, aos quais fizemos inquirição a respeito, podemos dizer que, de modo geral, é desconhecido o alcance da aplicação desse tão importante conceito de equilíbrio oclusal, enfatizado por Pedro Planas.

Quanto ao equilíbrio dinâmico da oclusão, é maior ainda a separação entre a RNO e os maiores nomes da odontologia contemporânea. A odontologia acadêmica segue a escola Gnatológica de oclusão, que prega a desoclusão de canino para os movimentos mastigatórios. Trata-se da oclusão mutuamente protegida, em que os dentes anteriores protegem os dentes posteriores durante a mastigação e os dentes posteriores protegem os anteriores durante a PIM. A desoclusão de canino foi a maneira encontrada para a montagem de dentaduras, na época em que a teoria focal estava em moda. Segundo essa teoria, as infecções dentárias poderiam causar outras infecções em pontos distantes da boca, principalmente no coração, o que levou a classe a extrair todos os dentes, substituindo-os por dentaduras artificiais. Os estudos de oclusão se intensificaram para que fosse conseguida estabilidade nessas próteses. Concluiu-se que o que poderia ser bom para próteses, por alguma confusão da classe, poderia ser bom para os dentes naturais. A oclusão por desoclusão de canino tem seus conceitos tão difundidos e aceitos, que os grandes nomes da odontologia atual são seus adeptos sem questionamentos. Os trabalhos de pesquisa atuais são direcionados para que essa teoria seja confirmada, o que tira seu mérito científico e abate o espírito inovador. Mastigação em grupo atualmente é considerada uma heresia odontológica, mas nós da RNO, somos hereges, e em meu livro mostro, que com orgulho e razão.

A mastigação em grupo, que pode ser considerada a viga mestra dos ensinamentos de Pedro Planas, tem seu acerto comprovado por duas razões centrais. Em primeiro lugar, pelo resultados de trabalhos de pesquisa, feitos com o homem contemporâneo e civilizado, que mostram resultados conflitantes com as teorias de desoclusão em canino, porque de 47 a 64% dos examinados apresentam função em grupo na mastigação, enquanto apenas 2 a 17% apresentam configuração em guia anterior.11,21

Em segundo lugar, pelos resultados de estudos feitos no homem contemporâneo, homo sapiens sapiens, mas com hábitos alimentares naturais e primitivos, que são chamados, nos estudos, de homens primitivos. Foram muitos os estudiosos que fizeram essas pesquisas em tribos e povos das mais diferentes etnias e em todos os continentes da Terra.1,2,3,4,16,17,18 Em meados do século passado, a intenção dos primeiros pesquisadores foi demonstrar que a alimentação civilizada, com a inclusão de açúcares e farinhas, era a responsável pela cárie dental, mas a oclusão foi percebida e fotografada. Os pesquisadores mais recentes se dedicaram ao estudo da oclusão desses povos. O denominador comum de todos os trabalhos publicados e reforçados por fotos e filmagens é a comprovação da mastigação em grupo em todos os povos pesquisados. No Brasil, temos também pesquisadores valorosos, que as fizeram em tribos indígenas que não apresentavam nenhuma contaminação com a alimentação civilizada. Thomas Van Der Laan12 pesquisou e fotografou a oclusão em duas tribos de índios Yanomanis. Resultados dessas pesquisas foram incluídos nos estudos de Pedro Planas como confirmação da RNO. Pereira15 e colegas realizaram pesquisas semelhantes com índios Yanomanis e Lenguas que foram mostradas em seu livro de odontologia antropológica. Todos esses autores confirmam a mastigação naturalmente feita em grupo.

Se retrocedermos na história da raça humana, pela constatação do desgaste helicoidal das arcadas dentárias do homem verdadeiramente primitivo, como temos fartos exemplos com o homem do sambaqui no Brasil, facilmente comprovamos que a raça humana sempre mastigou em grupo desde seus primórdios, sendo essa a mastigação que estruturou filogeneticamente o sistema estomatognático. Se aplicarmos na mastigação o princípio de Claude Bernard, entenderemos por que a mastigação deve continuar a ser em grupo para a manutenção da higidez do sistema. A filogênese deve sempre ser repetida na ontogênese, porque somente a função que estruturou um órgão no longo processo evolutivo tem condições de mantê-lo hígido. Para nós é tão evidente essa verdade, que temos muita dificuldade em entender a posição da odontologia moderna quanto à mastigação.

Alcance da RNO

Pedro Planas, em sua genialidade, nos mostrou o caminho para conseguir a normalidade funcional do sistema estomatognático, seu desenvolvimento pleno e a prevenção e reparação da doença periodontal. Uma frase que engloba extensos conhecimentos e recursos de amplo espectro, que só pode ser avaliado pelos estudiosos e conhecedores da RNO. Com base nesse conhecimento e nos resultados obtidos a partir da aplicação da RNO em centenas de casos de ajustes oclusais e em múltiplos casos de reabilitação oral, para obtenção do equilíbrio oclusal na boca adulta, percebemos que a RNO possui um alcance maior que o enfocado por nosso mestre.

Sobre os resultados e remissões de disfunções e desordens do sistema estomatognático após o reequilíbrio oclusal devemos em primeiro lugar lembrar que cada ser humano é único em sua herança genética, no que diz respeito às manifestações de desordens e disfunções e reparações tissulares. Cada ser humano é único também quanto às sensações de dor e sofrimento. Devido a isso só podemos falar de modo genérico sobre o maior alcance da RNO aplicada em boca adulta.

A primeira consequência da coincidência de oclusão cêntrica com oclusão funcional é a normalização do trabalho muscular, desde que feita também coincidente à RCM. O ajuste oclusal usando os conceitos de Pedro Planas, desde que levando a mandíbula à sua verdadeira relação cêntrica em repouso e em PIM, resulta em trabalho muscular fisiológico.

Vários autores comprovaram que a disfunção neuromuscular pode levar a hábitos parafuncionais e ao incremento do bruxismo.6 A tranquilidade neuromuscular costuma levar à remissão da parafunções e melhora nos quadros de bruxismo. Como os desequilíbrios oclusais acarretam hiperatividade muscular, que pode causar dores de cabeça,1 a volta ao trabalho fisiológico leva à remissão dessas dores. Se houver dor remanescente, será devida a fatores emocionais que também são causa de hiperatividade da musculatura mastigatória.9,10 Estudos comprovam também que herança genética, estados emocionais de estresse e ansiedade estão associados à diminuição na concentração de neurotransmissores do SNC, que influenciam na inibição da dor. 9,10

As prematuridades oclusais são sempre unilaterais e causam hiperatividade da musculatura ipsilateral. Como os músculos hiperativos não atingem o tônus postural de repouso, não atingem também seu comprimento de repouso. Pares musculares com comprimentos bilaterais diferentes desviam a mandíbula e os côndilos para o lado mais curto. Uma característica da função neuromuscular normal é que os pares musculares apresentam bilateralmente o mesmo comprimento, o que mantém a mandíbula quando em repouso centralizada em relação ao crânio, e os côndilos centralizados nas cavidades articulares. Essa relação maxilo-mandibular fisiológica dá às estruturas articulares a possibilidade de reparação. Por outro lado, como a maioria das dores articulares é de origem miogênica, a fisiologia do trabalho muscular modifica o quadro doloroso das ATMs.7

A relação da oclusão com o posicionamento da cabeça e do corpo é fato comprovado e aceito pela comunidade científica.5,20. Em nosso trabalho clínico é rotina equilibrar a oclusão e ter como consequência a modificação da má postura de origem oclusal, da cabeça e do corpo. A possibilidade de reversão postural da cabeça e do corpo está ligada diretamente ao estado da musculatura, que sustenta o desvio postural. Quando a musculatura está hipertrofiada, como é comum na musculatura do pescoço, será necessário que ela volte a poder atingir seu tônus de repouso, o que pode levar até anos, com necessidade de tratamento fisioterápico concomitante.

Como último item do alcance da aplicação da RNO no adulto, através de ajuste de oclusão, vamos voltar nossas vistas à importância que a sociedade atual dá à estética. A busca do reequilíbrio oclusal costuma deixar mais harmônicos os contornos incisais das arcadas, como consequência da função também harmônica. Por outro lado a mastigação em grupo que automaticamente leva o alimento à zona dos molares requer o uso da musculatura oral e perioral para ai retê-lo. A mastigação em charneira, que é a mais comum deixa hipotônica, a musculatura da face. O exercício muscular requerido pela mastigação em grupo leva a musculatura da face a seu tônus normal, o que causa grande rejuvenescimento. É um preenchimento natural que sempre embeleza homens e mulheres.

Para finalizar é preciso pensar no paciente com desequilíbrios oclusais, como um ser humano total em seus aspectos sociais e emocionais, além dos sintomas clínicos. Podem apresentar dores de cabeça, às vezes alucinantes pedindo internação esporádica, às vezes só muito fortes, mas sempre acompanhadas de desconforto no sistema mastigatório. Podem sentir dores também na nuca, no pescoço, nas omoplatas, e na região lombar. As dores podem ser sentidas da cintura até as pernas e do pescoço até as mãos. Podem ter tonturas, e palpitações, podem tropeçar e torcer os pés com facilidade. Muitos apresentam impossibilidade de comer e digerir comidas duras. Outros tem desconforto e dores articulares. Essas não são todas, mas são as consequências mais comuns dos desequilíbrios oclusais e que costumam se refletir negativamente na vida pessoal, profissional e emocional dos indivíduos.

Quem nos procura geralmente nos é indicado por ser um sofredor, nas mais diferentes gradações e nos mais diferentes aspectos, que nem sempre é o doloroso. O resgate dessa situação para a normalidade, excetuando-se o periodonto com perdas irreparáveis, é quase sempre total. É uma realidade em nosso cotidiano clínico, porque através do reequilíbrio da oclusão atingimos não só o sistema estomatognático, mas o todo corpóreo postural do indivíduo.

O resgate do sofrimento costuma representar a volta para a normalidade de vida e geralmente da alegria de viver. A mudança que costuma acontecer em vários aspectos da vida de nossos pacientes, leva alguns a chamar nossos tratamentos de milagrosos. Possibilidade que acontece graças aos ensinamentos de nosso amado mestre Pedro Planas.

Marilis Ferreira de Francisco
e-mail: marilisffrancisco@terra.com.br
Blog: www.ajusteoclusal.com

Bibliografia

1. BARROS, J. J. - Mioterapia na síndrome dor e disfunção da articulação temporomandibular, In ZANINI, S.A. Cirurgia e Traumatologi. Rio de Janeiro: Revinter, 1979.

2. BEYRON H.L. - Optimal Occlusion, Dental Clinics of North America, 13: 537-554, 1969.

3. BEYRON. H. L. - Oclusal relations and mastication in Australian aborigines. Acta. Odont. Scand., 22: 597, 1964.

4. BROWN, T. - Desenvolvimento e função oclusal nos aborígenes australianos. In: SIMÕES W. A., Ortopedia Funcional dos Maxilares. Ed. Artes Médicas, pp. 2-53, 2003.

5. BRICOT, B. - Posturologia. 1ª edição Ícone Editora. pp. 33-48, 159 - 191, 2001

6. CELENZA F.V., NASEDKIN J,N. - Occlusion: the state of art. 1ª ed., Chicago. Quintessence, 1978.

7. DAWSON, P. E. - Avaliação, Diagnóstico e Tratamento dos Problemas Oclusais. Livraria Edit. Artes Médicas, 2ª edição, pp. 1-19, 27-32, 33-62, 1993.

8. GOIRIS, F. A. J. Oclusão-Conceitos e Discussões Fundamentais. Livraria Santos Editora, 2ª edição, pp. 1-8, 1999.

9. GUEDES JR, F. P. A. – Oclusão, Dores Orofaciais e Cefaléia. Livraria Edit. Santos, pp. 5-25, 2005.

10. GUIA DA CLÍNICA MAYO SOBRE DOR DE CABEÇA - Rio de Janeiro, Editora Anima, pp. 13-23, 97-109, 2007.

11. INGERVAL B.,HAHNER R., DESSI S. - Pattern of tooth contacts in eccentric mandibular positions in young adults. J. Prosthet. Dent. 66: 169-176, 1991.

12. LAAN T.V.D. – Função mastigatória em índios Yanomanis. Teses de mestrado da UNICAMP. 1998

13. LAURITZEN, A. G. - Function, prime object of restorative dentistry: a definitive procedure to obtain it. J.A.D.A., 42: 523, 1951.

14. PAIVA, H. J. - Oclusão: Noções e Conceitos Básicos. Livrarias Santos Editora.1ª edição, pp. 93-118,1997

15. PEREIRA, C.B. MOONEY, J.B., RIESENGER, A, ASTOR S. C. R. - Doença Periodontal, Oclusão, Desgaste e outras Caracterísitcas Dentárias em Aborígenes Brasileiros. editado pela imprensa universitária da UFSM ,1972.

16. PRICE, W. - Field studies among some African tribes on the relation of their nutricion to the incidence of dental caries and dental arch deformities. JADA 23; 876, 1936.

17. PRICE, W. - Eskimo and Indian field studies in Alaska and Canada. JADA 23:417, 1936.

18. PRICE W. - Field studies among primitive races in Australia and New Zealand. N. Z .Dent. J., 34: 76, 1938.

19. RAMFJORD,S.P., ASH,M.M. - Occlusion. 2.ed. Interamericana, pp 60-99, 117-148, 255-294, 1972.

20. Rocabado, M. – Cabeza e Cuello – Tratamento Articular. Editorial Intermédica, Argentina, pp 5-32, 1978.

21. YAFFE A., EHRICH J. - The functional range of tooth contact in lateral gliding movements. J. Prosthet. Dent.; 57: 730-733, 1987


RNO Aplicada - Ajuste Oclusal em Boca Adulta

Ministrado por Marilis Ferreira de Francisco

Curso Teórico - Prático – Demonstrativo – Clínico - Turmas de 12 alunos

Serão feitos ajustes de oclusão como demonstração entre os alunos que tiverem problemas oclusais e em pacientes externos desde o 3° fim de semana.

Programa Teórico e Prático

  • Definição de RNO e sua conceituação de normalidade bucal
  • Leis Planas de Mínima Dimensão Vertical e Ângulo Funcional Mastigatório Planas
  • Gênese e Leis do Desenvolvimento do Sistema Estomatognático sob o conceito de RNO
  • ATM e RNO
  • Periodonto e RNO - Patologias Clássicas da boca
  • Oclusão - Sistema Neuromuscular – Dores miofasciais do crânio, face e cervicais
  • Modificação da má postura corpórea com ajuste oclusal
  • Avaliações dos órgãos fonoarticulatórios em suas funções relacionadas à oclusão
  • Ajuste oclusal em boca adulta segundo os princípios da RNO

Destinado ao Clínico Geral, Periodontista, Protesista, Ortodontista e Ortopedista. Os habilitará à:

Promover Reequilíbrio Funcional do Sistema Estomatognático, objetivando:

  • Correção de dores miofasciais causadas por desequilíbrios oclusais.
  • Reparação do periodonto e osso alveolar.
  • Corrigir disfunções de ATM, provenientes de desequilíbrios neuromusculares e mastigatórios.
  • Modificar a posição da cabeça
  • Modificar a postura corpórea
  • Dar capacidade mastigatória plena ao paciente dentado ou reabilitado
  • Corrigir assimetrias musculares faciais.

Início: agosto de 2010
Término: junho de 2011
Duração: 10 fins de semana mensais. Sábados das 9h às 17h e Domingos das 9h às 15h
Investimento Total: R$ 5.000,00 em forma a ser combinada
Local: Rua Professor Vahia de Abreu, 733 - São Paulo - Telefax: 3842-5882 / 3842-1093
e-mail: marilisffrancisco@terra.com.br
Blog: www.ajusteoclusal.com


RNO Aplicada - Ajuste Oclusal em Boca Adulta

Curso de 120 horas de duração

Uma visão da odontologia em que a boca sendo integrante do universo corpóreo, o influencia em seus desequilíbrios, podendo ser causa de muito sofrimento e a possibilidade do dentista em reverter esse quadro.

Entender:

Que uma oclusão desequilibrada pode causar:

  • Trauma oclusal e doença periodontal
  • Desencadeamento de reflexos automáticos protetores dos dentes
  • Disfunções neuromusculares que podem ser são causa de:
    • 97% das dores miofasciais.
    • Desordens articulares de origem muscular
    • Desvios da coluna cervical (postura da cabeça)
    • Desvios da coluna espinhal e das cinturas pélvica e escapular, que podem ser causa de danos articulares irreversíveis

Aprender:

  • A filosofia odontológica da RNO e seus conceitos de oclusão
  • Os mecanismos neurofisiológicos da oclusão
  • Diagnosticar e tratar os diversos tipos de desequilíbrios oclusais

Executar:

Ajustes oclusais com vários tipos de desequilíbrios buscando:

  • Restabelecer a mastigação natural em grupo
  • Tratar a doença periodontal eliminando suas causas (aliada à tratamento periodontal)
  • Tratar as desordens das ATMs causadas por patofunção muscular
  • Remover a grande maioria das dores de cabeça, nuca e espáduas
  • Modificar a má postura da cabeça e do corpo

Resumo

Para o paciente: o ajuste oclusal muda o modo de vida daqueles que levam seus sofrimentos como se não houvesse solução.

Para o profissional: alarga a visão da odontologia, passando do pequeno espectro circunscrito aos dentes, ao grande espectro da oclusão influenciando mal ou bem o todo corpóreo.


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